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René Char poète résistant

01/05/2016

 

“Impose ta chance, serre ton bonheur et va vers ton risque. A te regarder, ils s’habitueront.”

 

René Char (1907-1988), um dos mais importantes poetas franceses no século XX. Char aderiu ao movimento surrealista em 1929. Naquele momento, enquanto os grandes nomes do grupo — Louis Aragon, Paul Éluard, André Breton — já eram homens maduros, Char contava apenas 22 anos. Mas sua permanência no grupo durou somente até 1934. A partir daí sua poesia tomou rumos mais pessoais, embora tenha guardado, até o fim, certas marcas do surrealismo. 

Para o destacado crítico francês Maurice Blanchot, os escritos  de Char são uma "revelação poética". Nascido na Provença, o poeta conserva em seus versos (muitas vezes em forma de prosa) o mundo da terra, dos rios, dos animais. Mas seu lirismo não é de fácil leitura. Por causa de suas metáforas enigmáticas, há quem o acuse de abusar do hermetismo para seduzir leitores universitários ciosos de vanguardismos e mistérios. Exagero. O certo é que Char escreveu algumas das páginas mais interessantes da poesia contemporânea.
“Un poète doit laisser des traces de son passage, non des preuves. Seules les traces font rêver.”


Outro aspecto importantíssimo da biografia de Char foi sua ativa participação na Resistência antinazista, na qual atuou com o nome de guerra de capitão Alexandre. Seu livro Feuillets d'Hypnos (Folhas de Hipnos), de 1946, relata a experiência nos anos da guerra. Por sua atuação, Char foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra e Oficial das Artes e Letras. Também recebeu a Medalha  condecorado com a Medalha da Resistência e a Cruz de Guerra. 

 

"Ce que vos hivers nous demandent, c’est d’enlever dans les airs ce qui serait sans cela que limaille et souffre-douleur. Ce que vos hivers nous demandent, c’est de préluder pour vous à la saveur: une saveur égale à celle que chante sous sa rondeur ailée la civilization du fruit."

"O que seus invernos nos pedem é que levantemos pelos ares aquilo que sem isso não passaria de limalha e bode expiatório. O que seus invernos nos pedem, é que preludiemos por vocês ao sabor: um sabor igual ao que a civilização do fruto canta sob sua redondeza alada."

 

 

 

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